Adália Alberto: “Aprendi muito sozinha. Não me arrependo”

Desde muito nova quando andava na telescola adorava desenhar, fazer rabiscos. Tudo o que fosse trabalhar com as mãos, gostava. De dar forma às coisas. Até porque não gostava nada de bonecas. Virava-me mais para o “universo masculino”. Desmontar e montar carros, por exemplo.

Quando somos mais novos as pessoas iludem-nos de tal forma que nos deixam com as expectativas mais em cima. No entanto, os mais discretos são os que fazem acontecer as coisas. 

A vida é a maior inspiração para mim. Aquilo que nós vivemos é o que acaba por influenciar o meu trabalho. Acho que acontece em todas as áreas. Cada escultura parte de uma ideia, de um pensamento, que depois vai amadurecendo.

Algumas obras estou em luta eterna, entre o pensamento e o que se quer transmitir.

Gosto muito de natureza e dos animais. Nós, humanos, somos racionais mas, sobretudo, intuitivos. Os animais também. Gosto dessa mistura por causa da intuição.  

Quando termino uma obra quero que descanse.

fotografia Mário Príncipe assistido por Tiago Serrano maquilhagem Carla Pinho entrevista José Paiva Capucho produção executiva e edição imgmSTUDIO